Será que as ciências, as tecnologias e as crianças são um trio maravilha?

Estamos numa procura constante de projetos que associem as tecnologias e as ciências como conteúdos escolares. Tirar os alunos da sala de aula e explorar realmente a natureza e tudo o que ela dispõe não é fácil, implica toda uma logística e trabalho extra-horário letivo. Não podemos, contudo, desvalorizar os conhecimentos teóricos que são necessários ter sedimentados por parte dos alunos para o desenvolvimento deste tipo de projetos. Com todas as condições reunidas podemos potenciar atividades únicas que desenvolvem o pensamento computacional das crianças. São projetos como criar um sistema de rega com um sensor de humidade na terra onde estão as plantas que podem iniciar o desenvolvimento computacional das crianças. Podem partir de um conceito lecionado numa disciplina e relaciona-lo com uma disciplina de tecnologia e para isso é necessário haver o consentimento e coerência entre os professores de ambas as disciplinas. A tecnologia está presente na vida das crianças e isso é inegável. A utilização da tecnologia na infância traz novas formas de aprender e de estudar através da utilização da internet, prepara o futuro das nossas crianças e desenvolve as suas capacidades tecnológicas.

Com a tecnologia, a criança tem em seu poder a capacidade de produzir conteúdo desenvolvendo o seu raciocínio e concentração. Sendo a criança um ser curioso por defeito, tudo de novo a que eles têm acesso desperta interesse o que cria espaço para o desenvolvimento.

Que tipo de atividades se podem fazer para integrar o desenvolvimento do pensamento computacional? E qual a sua importância no jardim de infância?

Uma das atividades que os jardins de infância realizaram com o objetivo de desenvolver o pensamento computacional no jardim de infância, consistiu em haver um mapa quadriculado e um robot, onde as crianças têm de dar instruções ao robot de forma a que este chegue ao destino esperado. Estas instruções são dadas antes do robot iniciar o percurso, pelo que as crianças fazem, como que, uma programação mental que depois traduzem em coordenadas para o robot.

Através da integração do pensamento computacional, da programação e da robótica no jardim de infância, no quotidiano das crianças, estas vão desenvolver a capacidade criativa, isto é, vão imaginar, experimentar, criar novas ideias, e consequentemente vão desenvolver diversas competências importantes para a resolução de problemas do dia-a-dia.

O pensamento computacional no jardim de infância é importante na medida em que as crianças desenvolvem competências mentais na descoberta de si e do mundo que as rodeia. Nesta fase as crianças não aprendem a programar concretamente, mas começam a ter as primeiras experiências nessa área, isto é, começam a desenvolver a capacidade de abstração, através de coordenadas.

Desta forma, as crianças não só estão a aprender como também a brincar e, é uma forma de, para além de as motivar na aprendizagem, aprendem a tomar decisões, a saber lidar com os erros e trabalham a memória e a atenção.

As TIC desenvolvem a linguagem? Que competências são desenvolvidas?

A utilização das TIC, durante a infância, potenciam um maior conhecimento destas novas tecnologias, quer no que se refere à natureza dos programas utilizados, quer às possibilidades de acesso à informação e comunicação disponíveis através da Internet.

No que se refere à linguagem escrita, as TIC proporcionam às crianças uma maior exploração de conhecimentos sobre representação simbólica e desenvolvimento da literacia.

Ao nível das competências verbais, contrariamente à opinião dos críticos, o computador não inibe o desenvolvimento da linguagem. De facto, a investigação tem revelado que:

  • Os jogos de computador encorajam a produção de discurso mais complexo e fluente;
  • Existe uma estimulação, por parte das crianças, aquando do uso da linguagem, sobretudo quando são utilizados programas abertos;
  • A interação com os computadores estimula a comunicação verbal e a colaboração entre as crianças;
  • É possível, também, a estimulação de vocalizações em crianças com perturbações na fala tem também sido demonstrada.

É importante referir que, além dos programas responsáveis pelo desenvolvimento de competências específicas, as TIC são essenciais no desenvolvimento das áreas da leitura e da escrita. Estas permitem servir as necessidades básicas do dia-a-dia, tais como, escrever uma receita, uma carta ou um aviso. Existe, assim, uma maior estimulação e interesse por parte da criança, no que diz respeito às técnicas de aprendizagem.

Quem somos?

Jéssica Lopes

O meu nome é Jéssica Lopes, tenho 19 anos e sou natural do Porto.

Estudo na Escola Superior de Educação do Porto e estou no 1º ano, no curso de Educação Básica. Este curso sempre foi a minha primeira opção, uma vez que sempre tive bastante contacto com crianças e sempre me despertaram interesse. No final da licenciatura, tenciono fazer o mestrado em pré-escolar e 1º ciclo visto que é a faixa etária com a qual me identifico mais e, além disso, existe um maior contacto entre os alunos e o professor, uma vez que leciona todas as disciplinas e passa grande parte do tempo com os seus alunos.

Maria Inês Gonçalves

O meu nome é Maria Inês Gonçalves, tenho 20 anos e sou natural do Porto.

Sou aluna do primeiro ano do curso de educação básica na escola superior de educação do Porto, com um enorme interesse pelo trabalho com crianças do ensino pré-escolar. No ano letivo de 2017/2018, frequentei o primeiro ano de terapia da fala na escola superior de saúde do Porto, tendo feito dois estágios de observação em dois jardins de infância, o que me fez aumentar o gosto pelo mundo das crianças. No final da licenciatura pretendo ingressar no mestrado de pré-escolar e primeiro ciclo e no futuro sonho trabalhar num jardim de infância e ensinar muitas crianças.

Joana Martins

O meu nome é Joana Oliveira Martins e tenho 19 anos.

Sou do Porto onde estudo na Escola Superior de Educação no primeiro ano da licenciatura do curso de Educação Básica. O meu hobby é a dança, maioritariamente o ballet clássico e sou professora de ballet de crianças desde os 3 até aos 10 anos. À medida que fui trabalhando com crianças fui desenvolvendo uma sensibilidade para as suas necessidades e potencialidades. Acredito que as tecnologias sejam o futuro, o nosso e o delas e que, por isso, devem ser exploradas desde cedo. Pretendo seguir o mestrado de Matemática e Ciências 1º e 2º ciclo onde imagino as tecnologias como elemento fundamental para o desenvolvimento destas áreas.